domingo, 2 de dezembro de 2012

A SAÚDE E A NATURALIZAÇÃO DAS SUAS CONQUISTAS


Desde o início do século XX o Brasil busca uma forma de atenção a saúde para suprir as necessidades da população, desde o formato das caixas que visavam a proteção da produção, prestando cuidados de saúde aos trabalhados até o nosso Sistema Único e UNIVERSAL de Saúde.
Muitos que hoje se prestam ao papel de se pronunciar em favor do fim do SUS não conhecem a realidade que existia antes de se ter um sistema de saúde Público e Universal, e os que viveram, parecem não lembrar, parecem que esqueceram de quantas vezes tiveram que provar que eram trabalhadores “fichados”. Mas esse é o mal do povo que não valoriza suas conquistas.

Ultimamente os noticiários mostraram bem o quanto o presidente da maior potência econômica do planeta, Barack Obama, tem tentado buscar um sistema universal e não tem obtido êxito, pois é preciso lutar contra toda um indústria que se sustenta as custas da saúde de um povo, no Brasil a história mostra que também não foi fácil, muito suor e sangue foi derramado, porém nada disso tem valor, pois as pessoas acham que tudo isso que temos direito hoje, sempre existiu e só fez piorar. É fato que a saúde no Brasil não atravessa um bom momento, mas isso não se deve apenas a rede pública, as rede privada, que muitos pagam horrores em planos de saúde, e no final do ano pedem restituição ao governo, também vai mal das pernas, mas ainda assim os Alexandres Garcias da vida insistem em apontar como solução a privatização da saúde. Será que essa é a solução? Entregarmos tudo nas mãos da inciativa privada? Se com a coisa pública nós já não cobramos, nós não fiscalizamos, creio que essa é a pior alternativa.
Precisamos fortalecer o SUS, mas isso só poderá ser possível quando a sociedade civil de fato for organizada, quando os homens e mulheres de bem adentrarem os espaços como por exemplo os conselhos de saúde, quando pararmos de pautar nossas vidas pela mídia burguesa que defende seus interesses escusos a qualquer custo, quando de fato fizermos algo por nós mesmos, sejamos os donos da nossa própria liberdade. Só reclamar não basta, mexa-se, faço algo, saia da zona de conforto, pare de seguir o toque do plinplim e acorde.

“Vamos amigo lute, vamos amigo ajude, senão a gente acabada perdendo tudo que já conquistou”

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